Novo por aqui? Ahamm...

O Who Farted, é meu blog infame de conteúdo absolutamente pessoal e intransferível, no qual publico pequenos pensamentos de filosofia nonsense de boteco e pequenas fantasias de realidade fantástica (ficção), reflexões insanas e fartológicas.

Aqui solto meus fantasmas e exponho livres pontos de vista sobre um universo maluco que me cerca.

Who Farted é meu psicanalista, meu diário, minha carta aberta a meus amigos e amigas. Mas calma lá com a dor... Isto aqui não é o mundo real, babes... Just have fun... ;)

Não gostou do que leu? Saia calado do jeito que entrou.

Divulgo este blog em raríssimos momentos. Portanto, se gostou, guarde o link.

23 Abril 2012

Sardinha em Lata


Pode ser um dia, pode ser apatia, mas agora estou afins de não saber o que quero.

Cada vez menos me preocupo com qualquer coisa ou pessoa que me gere perdas. Quero surfar nas ondas da vida mansa.

Me parece, ao contrário das lendas, que a verdadeira vitória é aquela que não vem suada nem disputada. Atingir o sucesso em qualquer área na vida é descobrir o que tem de ser seu e deixar que seja, sem desejar o que nunca seu será por completo – e sim, falo de mulher, mas de outras coisas importantes na nossa existência.

Tipo, vale mais uma sardinha em lata com miojo do que ficar devendo na padaria.

Nitidamente a melhor atitude para nossa alegria tem sido simplesmente ser o melhor de mim e aceitar o que isto venha atrair de positivo e negativo.

Tá bom... Eu, assim como todos que conheço, repito, sou melhor na teoria do que na prática quando a coisa chega no campo de filosofia de vida.

Mas tá tudo rolando bem.

Ultimamente, tenho tido tantas ideias sobre coisas que gostaria de dizer ao planeta Terra, que realmente não consegui organizar tudo em um textículo de Who Farted.

Então, pega aqui, ó.

Hoje não me imagino querendo o que jurei que nunca mais quereria, como quis semana passada.

Como diria o Raul, tenho sido uma metamorfose mirabolante - ou qualquer coisa assim.

Já estava quase comprando um cachorro e mandando fazer a tal piscina, quando de repente vi a luz!

A inteligência é mesmo uma linguagem, e como toda linguagem, precisa ser parte do emissor e do receptor para ser compreendida.

Note que a frase acima não tem p nenhuma a ver com o resto do texto. Apenas achei que estava na hora de dizer algo menos clichê, e pronto... falei. Pensei nisto enquanto via o filme “ O Todo Poderoso”.

Certo, vamos manter o foco...

Gostaria de dizer que estou feliz com tudo isso, mas não é o caso, veja bem.

Sinto falta de ser mais ingênuo, e acreditar em algumas coisas que poderiam ser fundamentais antigamente para trazer aquela sensação de plenitude abestada.

Mas... A notícia boa é que saiu no Globo Repórter que sardinha em lata faz muito bem pra a saúde – e é preciso explicar que desde criança sou fascinado por sardinhas em lata, de todos os tipos.

Me parece que somado ao fato de que tomar Heineken todos os dias faz emagrecer e evita diabetes, posso também comer mais de três latas de sardinha por semana para equilibrar o colesterol. E deste jeito, poderei viver quase pra sempre.

Quem precisa de mulheres quando se tem cerveja e sardinhas em lata para cuidar do coração?

27 Fevereiro 2012

A Rã e O Dia


Definitivamente a posição mais hardcore para se fazer sexo é deitado na cama. É coisa old school de primeira, apenas para iniciados.

É relativamente fácil gerar fortes emoções se você convenceu sua gata a fazer a posição da rã no meio da rua, tomando cachaça e ouvindo um bom funk carioca. Eu quero ver é pelado entre quatro paredes deitado e contando apenas com sua habilidade para os entremeios do vuco-vuco, sem ferramentas elétricas, nem filmes ou aditivos químicos azuis.

Ok, talvez não faça mal cantarolar um “chupa que é de uva” no ouvido na menina. Os clássicos sempre agradam nestas horas.

Não é bandeira nem protesto, apenas abobrinha e a constatação de que, junto com a caligrafia e a arte de se tirar um disco de vinil da capa plástica sem deixar impressões digitais, a habilidade de se relacionar por inteiro está virando coisa de museu.

Estou tentando mudar meu velho caratê por MMA, já troquei minha coleção de 3000 CDS por um zilhão de arquivos mepetrêis baixados da net, entrarei num curso para jogar videogame em rede.

Eu juro. Não sou retrógrado.

Mas que nunca seja esquecida a velha técnica de chamar a mulher de rapariga na hora do valetudo, e de “meu amor” no café da manhã, depois que ela retomar a razão.

Putz... Tinha alguma coisa azulada naquela última cachaça... Eu sei que tinha e eu devo ter engolido.

26 Fevereiro 2012

Amor e Baratas



“Deixemos bem claro que não amo ninguém” – já dizia Dr. Frankstein.

Mas lá vai um belo texto sobre o amor e baratas, que fala não do amor idealizado, mas daquele safado mesmo, que não é pra sempre e muitas vezes nem é exclusivo. Mas tem lá seu valor de mercado.

Exatamente aquele que nem eu nem você sentimos.

PS.: Né foda? Mas eu não poderia jamais deixar de publicar isto. Amor aqui, faz tempo que não vejo... Mas as baratas também têm lá seu lado poético... Putz.

As Baratas

O amor é como as baratas.
Se alguém lhe perguntar, você negará que as tem.
E se as tem, talvez não as veja.
Se as vir, não saberá muito bem de onde vieram.

Fuçarão seu lixo, por coisas que você jurou que não estavam lá.
Sobreviverão, se uma bomba nuclear a Terra destruir.
Inseticida é uma tentativa de pouca probabilidade de sucesso.

Dê-lhes uma lapada forte, e se fingirão de mortas.
Vão se mexer lentamente e fugirão para um cantinho escuro, quando você se distrair.

Dê-lhes a segunda lapada e provavelmente elas se fingirão de mortas pela segunda vez.
Mas com sua experiência, você dará a terceira lapada, e as recolherá para o lixo.

E na madrugada, do lixo, elas se levantarão.

Mas...

Se na primeira pisada o bicho morrer, não se preocupe, não era uma barata - muito menos amor.
Sim, você está limpo.

Pois o amor é como as baratas.

Alguns têm medo, alguns têm nojo, outros respeito.
As mulheres saem gritando o nome de um homem.
Algumas até choram.
Os homens as vêm e ficam calados para não dar bandeira.

No final, uma vai, e outra vem.
As baratas são como o amor.

Depois de tanto matá-las, faz tempo que não vejo uma.

24 Fevereiro 2012

Aulas de Sedução


Às vezes me sinto um completo idiota por precisar compartilhar minha indignação em pensamentos que seriam mais elegantemente expressos de forma silenciosa em minhas divagações na areia da praia.

Mas infelizmente também não é muito elegante a forma como alguns idiotas reais insistem em fazer comentários maldosos e cheios de inveja a respeito da minha vida pessoal, ou pior, usam de meias verdades para tentar envenenar pessoas de quem gosto.

Muito bom, que eu ainda possa usar a palavra "tentar" na frase acima.

De fato, caros idiotas, vocês deveriam parar de invejar o fato de eu ter sempre ficado, namorado e me casado com as mulheres mais bonitas, inteligentes e divertidas que já conheci.

Vou lhes fazer um favor, e contar meu segredo, que sempre guardei a sete chaves! Desta forma, vocês poderão parar de ficar desejando o que não é seu e tentar buscar algo que possa querer lhe pertencer.

Lá vai...

AULAS DE SEDUÇÃO REVELADAS WF

REGRA 1 : ESCOLHA MELHOR

Pois é. Esperar um pouco mais não atrofia o pinto. Sabe todas aquelas noites em que você me viu passar por aí sozinho enquanto você pegava aquela baranga que passou pela mão de todo mundo? Sabe aquela sua amiga que se esfregou a noite toda em mim e eu não peguei? Não é porque eu seja veado, nem lento. É que eu estava esperando aquela que realmente me interessava - justamente esta que você não pegou e jamais pegaria.

E perceba... Quando ela chegou, eu estava lá, relaxado, e sozinho. E daí, eu peguei. E você, onde estava?

REGRA 2 :  MENOS PRESSA

Lembra aquela bela garota que eu peguei e não comi? Pois bem... Isto foi verdade apenas até a terceira página do Blog.

Isto pode acontecer uma, duas vezes.

E ainda é provável que algumas passem ilesas por mim, depois disto.

Preciso confessar. Para fazer as coisas que gosto de fazer na cama, o que jamais poderia ser chamado de "uma rapidinha com uma desconhecida", é preciso pensar bem, escolher bem.

E para chegar a isto, veja bem... Jamais precisarei convencê-las com uma paradinha, nem com um carro caro, muito menos com dinheiro. Você conseguiria fazer isto? Aviso que pode levar algum tempo para construir o seu caráter, uma personalidade rica e franca.

REGRA 3 :  (The Unrevealed Cat's Jump) (deposite USD532,000.00 numa conta numerada no Caribe e me mande o número, que lhe enviarei um PDF autografado com o texto)

REGRA 4 : PACIÊNCIA

Sabe aquela hora em que a gata tá na TPM e te manda pastar? Eu vou pastar só de brincadeira, mas respondo com bom humor e paciência e ao invés de deixar ela ir embora, a faço gostar de estar a meu lado, acima de qualquer outro lugar que ela pudesse imaginar.

Sim, as boas mulheres parecem testar seus homens. E seu método mais comum é o piti-nonsense. É preciso experiência e real gosto pelas meninas para saber superá-los.

REGRA 5 : PARE DE FALAR MERDA

Essa, eu acho que é auto-explicativa. Enquanto você expunha de forma pejorativa a forma que eu ajo, e definem todas as regras que já acabei de citar... Enquanto você dizia pra ela que sou veado, que sou trouxa, metido, esnobe, e mal-caráter, alienígena, galinha... Eu estava na cama com ela, mostrando na prática como as coisas são de verdade.

Isto me dá uma vantagem enorme, concorda?

E isto explica o resultado final.

RESUMO GERAL

Siga todas as regras acima, começando pela de número 5.

E ah, claro... ATUALMENTE ESTOU SOZINHO, indo para as noites sozinho, bebendo sozinho, e não peguei aquela sua outra amiga que se esfregou em mim. Quer mesmo que eu explique de novo porque?

Este post é de utilidade pública. Estudem estas regras à vontade.

23 Fevereiro 2012

Pérolas de Um Carnaval


E lá se vai mais um Carnaval nas terras olindorecifenses, com grandes emoções e poucas consequências.

Certeza de não ter engravidado ninguém.

Aliás, preciso assumir minha gritante falta de talento para relacionamentos.

E por trás desta criatura cheia de marra por vezes, e apreciador do adiamento do prazer  em outras (assista Vanilla Sky), existe apenas um cara tranquilo e tímido, fiel às suas ideias e princípios, que já não espera tanto do mundo, e arrumou lá suas maneiras para chegar ao que quer.

Ou talvez um mero romântico insone – um cara legal, e jamais comum.

Garantia de que mereço coisas boas e os melhores sentimentos sempre, apesar do que possa ou não parecer.

Acredito no amor tanto quanto acredito em Deus  – na hora em que eu vir a luz, tô dentro. Não me culpe se não fizer tudo certo até lá.

Mas tudo vai dar certo, relaxe.

A vida é uma jam session de Blues. E tem lá suas blue no(i)tes.

Mas putaquiparilson... Quanto texto empombado vindo de um post de Carnaval.

Apesar de não ser afeito a este clima de euforia pela euforia, confesso que tive dias incríveis, e momentos de tirar o fôlego, reencontrando gente que merecia muito ser reencontrada, tomando cerveja gelada, vendo alguns bons shows e indo a algumas festas modernas no final da madrugada, desde uma semana antes da folia.

O ponto fraco fica pelo fato de que apesar de eu ter gasto uma boa grana para pagar minha estadia em Olinda, não passei se quer um dia de Carnaval por aqui, pois caso contrário, seria difícil partir para minhas boas e queridas noitadas.

Mas vá lá... Coisas de Olinda... Na abertura do Carnaval daqui, que acontece aqui no quintal de casa, quase me convenceram a embarcar nesta vibe. Era umas dez da noite e num palco imenso uma banda de Frevo com maquiagem ao estilo KISS, cara branca e desenhos pretos nos olhos, tocava, em ritmo frevológico, clássicos do Black Sabbath, Deep Purple, Beatles, Stones... Muito bacana mesmo.

15 Fevereiro 2012

Vida Saudável


Eu já sabia, mas finamente está explicado por que tenho me sentido tão bem nos últimos tempos. Meu estilo de vida saudável vem sendo devidamente estudado e reconhecido pela ciência.

Recentemente, foi divulgada uma matéria em vários veículos de comunicação pelo mundo atestando que tomar cerveja todo dia faz bem pra saúde, ajuda a emagrecer e evita a diabetes.

O estudo naturalmente pula a observação natural de que cerveja também faz bem para a saúde mental, e às vezes até mesmo melhora sua relação com as mulheres bonitas - além de fazer bem para a beleza delas, partindo-se do princípio de que a beleza está nos olhos de quem vê.

Outras matérias científicas sérias dão conta de que tomar dois cálices de vinho tinto por dia faz bem para o coração, evita stress, reduz o risco de derrames, e outras cositas mas.

Procurando um pouquinho na internet descobri que ainda beber uma ou duas lapadas de cachaça por dia também reduz os riscos de derrame, faz bem para o coração e para o sangue.

Chocolate faz bem para o coração e para o sangue, além de estimular os hormônios da alegria, evitar stress e depressão.

No Fantástico, foi mostrada recentemente uma matéria sobre um estudo feito nos EUA que diz que dieta funciona melhor se for feita apenas dois dias na semana. Tipo... Segunda e Quarta (ou qualquer outros dois dias que você escolher). De acordo com o estudo, comer menos de 650 calorias e evitar carboidratos em apenas dois dias em cada sete, emagrece mais do que se você fizer isto todos os dias, em alguns casos sendo duas vezes mais efetivo.

Isto, naturalmente, explica porque venho emagrecendo mesmo avacalhando as minhas dietas.

Eu preciso ainda lembrar que quando eu era moleque muita gente morria de ataque do coração porque comia ovo. Hoje em dia se descobriu que ovo não apenas não mata ninguém do coração, como ainda faz bem pro danado e pro colesterol, por causa do tal do ômega 3. Veja só quantas vidas poderíamos ter salvo se já soubéssemos isto naquele tempo.

Até aqui, para ter uma vida saudável entendi que preciso tomar bastante Heineken todos os dias, além de pelo menos dois cálices de vinho e uma lapada de cachaça. E se eu ficar triste ou bêbado, devo comer um ovo cozido e rosado da vitrine do boteco ou uma barra de chocolate garoto com Coca-Cola, que tem cafeína, e faz bem pra tudo isso também.

Pessoas precisam começar a desconfiar de que o que realmente engorda e faz mal para o coração é comer alface, tomate e cebola, parar de tomar refrigerantes e massas abruptamente. Uma coisa destas dá uma tristeza tão grande que mata o cara na pressão.

Porque veja... A grande maioria das pessoas que acabam morrendo de ataque do coração ou derrames cerebrais passou por longos períodos de dieta à base de salada e cortes radicais de alimentação recreativa à base de massas, queijos, molhos e carnes.

Também, alguém me disse que existe um estudo secreto da NASA não divulgado para a população por pressões do presidente americano, que prova por A + B que pizza emagrece, reforça a musculatura e faz bem para o coração, o fígado, os rins, cura câncer e frieira.

Mas isso, eu deixo pra divulgar quando for revelado à grande população mundial.

14 Fevereiro 2012

15 Minutos de Fama


Nada mais estranho do que acordar e perceber que aquela avalanche de trabalho pode esperar.

Não gosto de Carnaval, mas é impossível não perceber que neste momento ninguém está afins de resolver nada, discutir nada, planejar nada, e ninguém está afins de ir a lugar nenhum que não seja o agito carnavalesco.

Sendo assim, posso simplesmente curtir a luz da tarde, pegar um cinema e atualizar o Who Farted.

Neste Carnaval, minha maior tarefa será apenas tentar comer alguém, beber cerveja gelada e conversar abobrinhas com os amigos. E isto, necessariamente nesta ordem de prioridade.

E se faltar dinheiro, me visto de "La Ursa" e saio com um penico nas mãos pedindo uns trocados pra tomar cachaça.

Preciso dizer que Carnaval nunca foi uma época do ano em que eu me desse bem com as mulheres, ao contrário do que acontece com a maioria dos homens.

Talvez eu precise evoluir neste aspecto, baixar expectativas ou beber mais. Ou, vamos logo assumir, Carnaval não está em meu sangue, contraditoriamente, visto que nasci na terra do Frevo, em dia de pré-Carnaval.

Mas enquanto o povo fica freneticamente tentando beijar qualquer boca que abra um sorriso com todos os dentes, me divirto mais apenas observando as histórias, ouvindo o que existe de interessante na música, procurando uma boa cerveja.

Mas claro, existem os bons encontros. Não exatamente sair catando milho na multidão, mas quando nos esbarramos por aí com aquela gata sorridente interessante com quem pouco antes falamos, em clima momesco de "me beija que hoje eu quero dar", é algo tentador.

Vejamos. De fato, estou em dias de reflexão, ressaca de vida.

Pelo menos a cerveja eu já garanti. Em último caso, é preciso dizer, em Recife os cinemas ficam abandonados nestes dias. Taí algo bom para se fazer.

O que mais me preocupa é saber que morando em Olinda, ficarei sem muita mobilidade durante as folias.

Mas ai deles se tentarem me impedir de sair de casa.

Boneco de Olinda é grande mas não é dois. Meto-lhes a mão, e tenho dito!

Bom Carnaval para todos.

Se eu comer alguém no Carnaval, prometo que conto no Who Farted. Taí sua chance de ter 15 parágrafos fama.


13 Fevereiro 2012

Janela do Tempo


Difícil conter a alegria tristonha de encontrar uma dobra no tempo que sugere que talvez eu esteja errado em minhas decisões, tão grande é o desejo de pensar diferente, agir diferente, ser mais crédulo dos enlaces dos amores escritos na pedra sagrada.

A janela se abre como uma cena de filme.

O que me faz pensar no quanto perdemos com as novas formas superdinâmicas de se ter alguém. Se fosse em outro tempo, se fosse em outra época, sem Facebook, Orkut e MSN, tudo seria maior e melhor.

Se os desejos nos fazem buscar sempre mais e mais, no amor menos é mais. E se não sabemos ter menos, possivelmente não teremos nunca mais.

Debulhando o milho... É triste perceber o quanto se poderia ser feliz com um pouco de ousadia e desprendimento.

Mas ando mesmo muito conservador. Extremamente careta. Só me serve o que puder ser só meu. E esta frase não é nova neste blog.

De outra forma, não suportaria os cortes.

Mas só entende esta felicidade quem participou dela. Estávamos lá, de novo.

Bela janela.

09 Fevereiro 2012

E Lá Vem Carnaval


Este ano, mais do que o ano passado, Olinda está extremamente comercial na época de Carnaval. Tenho a impressão de estar vendo menos turistas do que no ano passado, e o clima dos bares, restaurantes, estabelecimentos comerciais em geral é de querer tirar a maior vantagem possível deles.

Os preços sobem. Em minha pousada, que não é exatamente o Sheraton, a diária dobrou de preço para este mês inteiro. A pequena lan-house que me salva quando não consigo sinal de 3G (muito comum) dobrou de preço também "para o Carnaval".

As casas da Cidade alta estão sendo alugadas a preços astronômicos, mas continuam todas lotadas.

Se você está mesmo pensando em passar por aqui no Carnaval, vai um conselho de amigo: não compensa se hospedar por Olinda. Fique em Recife, e venha apenas passear. Os que moram aqui, se pudessem, sairiam.

Eu mesmo só não saio porque minha bagagem está consideravelmente maior do que no ano passado, e sair por uma semana seria um martírio ainda maior.

Mas aí vai da cabeça de cada um.

Homens, geralmente não gostam de Carnaval. O que atrai uma multidão de cabassafados fantasiados para estas farras em Olinda é as mulheres.

No Carnaval, todo mundo baixa seu nível de exigência no quesito temperatura e marca de cerveja, alimentação, música, e principalmente no que se refere a quem possivelmente beijaria.

É uma grande oportunidade para os cabas menos providos de qualidades físicas e mentais para tentar comer alguém.

Aliás, pode ser uma solução pra mim também. De repente pinto a cara de palhaço, boto uma camisa do Santa Cruz ou do Sport (times locais) e saio cantando "alalaô".

A ideia da camisa de futebol é pra ninguém querer aplicar em mim, achando que sou turista.

Mas não é nada disso que eu queria falar.

Hoje eu acordei pensando em como em alguns momentos eu pude enxergar o destino trabalhando habilmente, por qualquer razão, para me colocar em uma situação fora das expectativas gerais de meu estilo de vida.

Hoje, não vejo mais. Mas é inevitável a curiosidade de ir até lá apenas pra ver como é, tentar entender aquelas loucuras de outros tempos.

Há algo guardado ali para nós. Apenas não entendemos direito em nosso tempo.

E não falei de Carnaval.

01 Fevereiro 2012

Mundos Paralelos do Capibaribe


É preciso citar que este ano de 2012 começou de maneira bastante interessante pra mim. Boas vibes, boas atitudes, pensamentos centrados, instigado para trilhar mais e novos caminhos.

Ainda que meu apetite por coxinhas com capas crocantes e recheio de Catupiry continue intacto, é fato que tenho conseguido domar outros desejos insólitos.

Cada vez mais, reforço minha crença de que as mulheres são muito mais do que apenas uma bela bunda (é preciso sempre lembrar que também existem os peitinhos - ah, os peitinhos).

Pensamentos cínicos e pseudo-stand-up-comedy-machistas à parte, tem sido fato que também tenho me proposto a voltar a ser mais sociável com as belas meninas que me cercam, porque nem eu estava mais me aguentando naquele mood ranzinza e impaciente do final do ano passado, chamando mulher que me encarava pra brigar.

Contudo, justiça seja feita, foi necessário algum tempo de paz, para voltar às guerras dos amores, tremores e suicídios emocionais comuns na vida corriqueira de qualquer ser normal (sim, o excesso de repetição nesta frase foi absolutamente proposital).

Comecei este ano me sentindo de novo aquele pós-adolescente que tenho mesmo sido desde que passei da puberdade, e já devo ter me apaixonado umas cinco vezes em janeiro. Mas claro, elas continuam a não me levar a sério, e eu continuo curtindo uma saudável solteirice.

E lendo um grande livro de filosofia havaiana, me deparei com a questão que define o rumo da vida de um cabassafado das estepes em algum momento: "... E se uma delas acreditar em mim?".

Bom, aí a gente vê o que faz.

Recentemente, pelo menos, a única que citou as palavras paixão e fidelidade resolveu fazer sua retirada estratégica rumo ao Carnaval 2012 em Recife e Olinda, o que não deixa de ser um grande serviço à sociedade notívaga em época de inferno astral.

Mas não. Não às duas coisas. Digo... não que eu mesmo possa levar a sério alguém que cita paixão e fidelidade após um primeiro beijo, mas também não, claro que estas coisas não me geram qualquer tipo de repulsa.

Na verdade, isto me gerou uma grande curiosidade positiva, do tipo "isso é mesmo sério?" - e claro, iria gostar de ver aonde isto iria levar, desde que sempre fique claro que no que tange às belas meninas eu não busco nada, não espero nada, não planejo nada. Prefiro avaliar o que encontro.

Mas é, iria gostar se ela tivesse tentado, mesmo sabendo que provavelmente seria apenas um bom grupo de bons momentos e mais histórias para contar no Who Farted.

Aliás, mesmo em épocas bicudas de reclusão como as que optei por passar recentemente, uma coisa em mim nunca mudei: sempre estou aberto ao que vier, se vier. Jamais deixei de ligar para uma garota no dia seguinte, ainda que esta seja sua chance em geral para provar a que veio, pois se os resultados forem ínfimos, poucas serão as chances de uma nova busca.

Sempre me permito sentir primeiro para avaliar depois, tomar decisões depois, geralmente sim, neste momento baseadas em um mínimo de racionalidade.

Mas como já disse algumas vezes por aqui, sempre que beijo uma garota considero que ela poderia se tornar a mãe de meus filhos, e eu teria de conviver com ela o resto da vida - por isso sempre escolho direitinho o que faço.

Mas o que geralmente desqualifica a menina para o papel citado são as horas, dias, semanas seguintes, e não uma mera decisão arbitrária de minha parte.

Não sou do tipo que arruma casamento e namoro por mero hábito. Adoro estar comigo mesmo. Portanto, o que vem é lucro, e tem de ser bom. É assim como dinheiro - só vale buscar dinheiro se o trabalho for prazeroso.

E isto, veja bem, deveria ser algo que toda mulher sensual deveria ler no manual de instruções que existe em minha grande testa. Ao invés de me classificar facilmente como um ser instável e mulherengo (uma lenda inconsistente), perceber que sempre e sempre existe a chance de eu me tornar um comportado príncipe shrekiano encantado por seus sabores agridoces.

Mas isto, claro, é consequência e não meta.

E por falar em meta, começo o ano sem meta alguma, e quem quiser que se meta nessa meta toda.

É preciso entender, caro leitor, cara leitora, o ano começa agora pra mim. Faço aniversário por estes dias, e aí vem o carnaval.

Este ano, diferente do ano passado, passarei assumindo a condição de morador olindense à força. E que fique claro que passar o carnaval morando no miolo das olindas significa que terei de pagar um bocado a mais por este "privilégio'.

Como alguns devem saber, eu adoro o carnaval. Como adoro. Não saberia viver ser carnaval. Aliás, nasci no meio do carnaval. Só escuto frevo e música baiana em casa. Sou fã do chiclete e da ivete. Quando o trio de alceu passar na minha janela eu vou tirar o pé do chão. É isso aí. Vou mesmo.

25 Janeiro 2012

Depeche Mode e a Imprevisibilidade das Estações


Destemperado como sou, louco por experimentações asfaveanas e tiradas fora mesmo do inconvencional, recentemente me aventurei cá por terras recifenses a inventar um tal de Tributo a Depeche Mode, com uma banda de rockers, lá pelo já famoso em meus posts, Bar Burburinho, aqui no centro histórico da cidade, o Recife Antigo.

Tirando os contratempos normais de uma produção ensaiada para teoricamente apenas um show, foi um dos shows mais estimulantes que já fiz, justamente por sair do meu convencional atualmente, do esperado para uma banda de bar, e principalmente por quebrar os paradigmas a meu respeito, pelo menos por aqui.

Que se diga, em Recife apenas meia dúzia de pessoas sabe que uma de minhas primeiras incursões musicais foi justamente pela vertente eletrônica.

Caraca, fizemos algo realmente interessante, tocando as canções do Depeche Mode, com uma banda sem teclados, e com uma guitarra quase metaleira, cheia de efeitos bizarros. Foi uma pauleira, e eu tinha certeza de que causaríamos mais estranhamento do que realmente causamos. A receptividade foi no mínimo bem maior do que o que esperávamos.

As músicas mais rockers dos Depeches ganharam uma pegada pesadíssima, vocais arranhados, e as canções mais leves, caíram para uma leveza ainda maior, em arranjos quase acústicos.

Quando a ideia começou a tomar forma, meu maior medo era "chocar" o caretíssimo público do Rock Clássico que de uma forma ou de outra me acompanha aqui pelos palcos dos bares de Rock da cidade, avesso a novidades, que ainda se agarra com carinho aos seus vinis de Pink Floyd e Led Zeppelin, como se fossem a última bolacha do pacote.

Mas para minha imensa surpresa, o estranhamento maior veio justamente daqueles que deveriam ser os mais abertos a novidades, os poucos fãs de vertente eletrônica do Depeche Mode que visitaram a festa, por convite da bela moçoila que aparece na foto comigo.

Enquanto o público de Rock agitava com a gente curtindo DM, o público que já era fã da banda inglesa torcia o nariz para os arranjos distorcidos e os vocais de rock que fizemos, o que me fazia parar a cada música para dar explicações preocupadas a respeito da ideia do projeto.

Afinal, o show que fizemos foi baseado no que o próprio Depeche Mode faz atualmente nos palcos, sempre com guitarras em punho, uma bateria de bumbo duplo, performances arrebatadoras com atitudes rockers.

Naturalmente, isto não esteve nem perto de estragar a festa, e na verdade, boa parte dos narizes torcidos foram relaxando e participando da festa aos poucos, pois as canções do DM eram bem maiores que qualquer tipo de radicalismo.

A festa foi ganhando mais corpo, e o Fã Clube da banda foi se tornando aos poucos parte das melhores energias que recebemos durante e após a patifaria musical.

Sim, já passei por isto antes. Como não? Me lembra muito as primeiras vezes em que toquei Blues por aqui, quando as pessoas não sabiam bem que opinião formar a respeito do que viam e ouviam. Acho que isto faz parte mesmo da conquista de um público, da formação de um conceito.

Em outras palavras, é essa a emoção que procuramos para estar vivos.

É enriquecedor saber que a gente nunca sabe o que as pessoas vão pensar ou serem estimuldas a pensar sobre as suas atitudes e ideias. E cada vez que se gera um conflito, é sinal de que estamos entrando, invadindo um novo território.

So far, so good.

Aos que porventura lerem este post e estiveram neste show, muito obrigado por tudo.

Musicalmente? Musicalmente a banda detonou tudo! Parabéns para a galera. Eu, infelizmente, não estava muito à vontade, cantando sem ouvir minha voz, sem retorno de palco (o que torna a afinação e o controle de volume uma tarefa difícil) e ainda por cima tendo de ler letras o que me manteve amarrado e quase estático no palco, algo que não condiz com minha personalidade. Mas um bom "foda-se" sempre resolve boa parte do problema.

Quam sabe uma hora destas não levo esta bagaceira musical para outros territórios? É foda que os tomates em São Paulo costumam ser mais verdes e duros que os recifenses.

E puxa, de repente me veio a lembrança saudosa do antigo Espaço Retrô, em Santa Cecília.

Aí vai algo para você baixar (ou apenas ouvir) e algo para ver.


Depeche Mode ETN Tribute - Policy Of Truth by bluestamontes

06 Janeiro 2012

Fogo na Torre do Castelo



Se o corpo ferve, tiram-se as roupas e que venha o rock'n'roll, as mordidas de carinho, as frases sussurradas que nos tiram do estado social para o instinto animal.

Mas se alma ferve, nem tanto se entende que é preciso despir-se de corpos, e invadir o olhar alheio com um convite para guardar as armas e os escudos, permitir que a alma ingênua se mostre e se entregue sem dor.

Ainda que o risco seja alto, vale o tempo.

Existe o momento em que o corpo não deseja mais ser enganado por frases e toques de ímpeto. Um dia ele procura o inteiro. E o inteiro algumas vezes pode estar em ter pela metade para perceber a falta que faz.

Não nos falta tempo. Aliás, me parece que isso é tudo que temos.

Deixemos a alma ferver. Já não me desespero, e nem nego o quero ter.

14 Outubro 2011

Respeite As Portas Fechadas


Mulheres gostam muito de se "vangloriar" das dificuldades de ser Mulher, das cobranças, das obrigações de mãe e todo aquele clichê de muié braba. Mas bicho, eu tava aqui pensando com os meus botões que se os homens fossem levar a coisa pra esse lado, teriam muito do que reclamar também, ou se vangloriar.

Uma boa parte dos homens parece ter que passar a vida provando que não é veado, olhando forçosamente pra qualquer mulher de bunda grande que passe à sua frente, e encarando com louvor e coragem a missão de quando aquela baranga que já deu pra todos os seus amigos resolve dizer "é hoje".

Depois que levou pra a cama tem aquela obrigação de estar sempre atento, ereto e alerta na hora que a mulher invoca o Tafarel e diz "vai que é tua", ou pior, precisa ter sangue frio quando ela começa a fingir que tá gozando pra você acabar mais rápido e ela não perder o filme do Corujão.

E existe um grande segredo feminino que poucos homens sabem. Depois daquele vucovuco danado, quando o cara dorme, a mulher levanta sorrateiramente, pega uma reguinha plástica com o selinho do Imetro na bolsa e faz a medição oficial do tamanho de seu bilau, pra colocar em seu diário secreto, enviar as estatística pro Fantástico e contar para as amigas (ai de você se estiver abaixo da média nacional de 18cm relaxado).

Depois que o cara tem filho, ou mesmo antes de comer alguém, precisa provar que sabe ganhar dinheiro. Se não ganha dinheiro, a mulher corre pra casa da mãe, e o cabassafado fica sem ninguém pra passar roupa em casa.

Mas antes de comer uma bela gata, existem homens que aprendem a fazer mágicas de salão, outros aprendem a tocar guitarra, outros a cantar, alguns aprendem a pilotar moto, a dançar tango, estudam técnicas de neurolinguística, leem livros de Pablo Neruda e Nietsche, lutam sumô, MMA, enfim... A vida não é fácil, veja bem.

Até chegar à técnica precisa do vempracameubemcalaabocaemebeija, já chegou aos quarenta anos, ou é um talento precoce.

Mas em certos momentos, levando tudo isso em consideração, é chato ser homem na hora em que as meninas não entendem suas portas fechadas. Sim, pois afinal, é possível ser homem, saber fazer mágica, lutar sumô, recitar Neruda, saber ganhar dinheiro e dançar tango, cantar e tocar guitarra, ter algumas habilidades de alcova e ainda assim estar num momento de não querer nada com ninguém da geral.

Existem horas em que você precisa realmente buscar ser o único, e não apenas o prato do dia. Fases na vida em que por mais bela a bunda que seja, não é instigante se já passou na mão de toda a galera.

Não que isso seja um demérito para as belas meninas que cruzo nas noites recifenses. Sim, existem horas em que estamos todos na mesma vibe, liberdade sexual e afetiva forévis pra cima.

Mas em certos momentos da vida, é bacana apostar na poesia de ser a exceção na vida de outra pessoa, goste lá do que você gostar. É bom saber que naquele momento você fugiu à regra e foi o cara que gerou sentimentos diferenciados, excepcionais, de importância única - sem saudades de ex-qualquercoisetes, sem amizades coloridas misteriosas, sem conversas codificadas no Facebook.

Algumas mulheres podem te oferecer isto, outras simplesmente nunca saberiam.

Então, vale dizer... Isso não é caretice nem romantismo. É a essência animal de cada um de nós. É ser o campeão na dança do acasalamento.

E se nada der certo, outras fases virão.

24 Setembro 2011

Dias Estranhos II



Existem momentos em que tudo converge nitidamente, como se você fosse um ímã. As coisas fluem, se agregam, os movimentos são de alta positividade, coisa de comercial de margarina sem gordura trans.

Nestas horas é fácil ver a vida caminhando pra frente, se construindo.

Mas quando as relações pessoais e profissionais entram numa tendência turbilhonada de ruptura, em ritmo de Big Bang, nem sempre é simples observar as peças se estruturando.

É que o cero (mano) não tem chip duocore. É quase impossível enxergar a ordem do caos, aquele caos que acaba sendo apenas uma ordem não absorvida pela nossa tola noção de lógica.

Bom... Aí vem os dias estranhos.

Aquele tipo de dia em que você sai pra comprar cigarros, tropeça numa pedra, derruba uma velhinha sem querer, o cara do lado não entende e fica puto com você, puxa briga, te dá um soco na cara, você revida, a polícia chega e te leva preso, na cadeia você conhece um velho pirata que te dá um mapa do tesouro e morre, você vai procurar o baú no Caribe e se perde numa ilha deserta onde morava uma bela donzela de seios fartos e escova definitiva no cabelo, tem três filhos com ela, constrói uma casa de bambu, cria um lobo do mato, faz uma piscina natural e vive feliz para sempre

Eu não tropecei em velhinha nenhuma. Mas andei chutando o pau da barraca por aí, sem paciência para ser político com a comunidade aqui da Transilvânia.

Preciso confessar que tem funcionado.

A vida acaba surgindo em sinais, e é bom arrancar da frente o mato seco pra deixar os passos mais soltos e a visão menos turva.

Ou como um amigo confessou à boca pequena por estes dias "estou precisando comer alguém".

Sim, my friend, todos nós, todos nós.

Estes dias estão mesmo estranhos.

23 Setembro 2011

Muito Mais Que Isso



É preciso dizer. O Who Farted, pobrezinho, anda mesmo meio abandonado devido à avassaladora invasão do Facebook na minha rotina de Internet, assim como na vida de todos, não por um acaso.

E o tal do FB gera uma preguiça danada, pois você acaba se acostumando a escrever textos mais curtos e receber muitos comentários.

Mas oras, chupa que é de uva! Tô precisando escrever umas coisas aqui com maior frequência.

Os papos de sempre... Mulheres, música, anos 80, comida.

Tá, eu sei... Coisa de cabavéio que tem saudades de boa música, e da década em que se divertiu mais - E claro, de boas mulheres.

Boa comida, não. Isso eu como todo dia.

E vamos logo ao ponto G da questão... A coisa tá gelatinosa. É pisada fofa na farofa, e não estou falando de sexo.

Ontem fui ao cinema ver O Homem do Futuro. Filme massa, coisa fina mesmo, clichê de americano empastichado de novela brasileira, culminando num equilíbrio interessante para um filme que diverte e levanta toda aquela filosofia de sempre, de quando vemos filmes como De Volta Pro Futuro, Efeito Borboleta, Hot Tube Time Machine, entre tantos outros.

E a frase chave pra mim foi “As mulheres são sinceras em todas as direções”.

E são mesmo.

Mulheres costumam te fazer acreditar que te querem mais que tudo na vida num dia, te fazendo se sentir quase culpado de suas tristezas cotidianas, e com este mesmo argumento saracoteiam mundo afora como se vivessem um grande amor não correspondido, e isto, veja bem, sem em nenhum momento contar com sua participação nesta trama diabólica.

Pensa que isso é um caso solto? Pois sou capaz de jurar que cada mulher bonita que tenha me beijado na última década, se ler isto, pensará que estou falando dela.

Contudo, convenhamos e acabrunhemos que note que isto está longe de ser uma crítica velada ou mensagem subliminar dirigida a qualquer moçoila que ande a meu redor, e sim muito mais uma justificativa clara para o que estou tentando dizer ao planeta Vênus neste momento: Como diria o Arnaldo e o pintinho maconheiro, “socorro, eu não estou sentindo nada”.

Uns dizem que é depressão, dispersão, outros falta de testosterona, outros ainda que é mera boiolagem contida, mas a verdade que poucos querem ver é que minha cueca está recheadíssima com meu saco muito cheio.

E que fique bem claro que ainda que não fosse capaz de resistir a uma bela bunda, tenho tido pouco tempo para os jogos da conquista. Afinal, tempo a gente arruma quando quer, e eu não quero.

Se você lê meus textos Whofartedianos há tempos sabe que minha vida oscila mesmo desta forma, entre momentos de cafajeste pegador, momentos românticos e momentos blasé.

Pois bem, este é mais um momento blasé.

E por falar em cabavéio, tem essa coisa toda de estar na década dos 40, já tendo gasto quase 10% do tempo regulamentar em confabulações contraditórias que me levarão a outro Carnaval em Olinda.

E como o Homem do Futuro, fico pensando se havia algo que eu poderia consertar em tudo o que fiz até então no quesito mulheres românticas.

Talvez, eu tenha perdido a mulher da minha vida numa vida amorosa passada, ou talvez eu ainda a esteja por conhecer - quem poderia mesmo saber? A vida é feita de esquinas escuras.

Mas como eu disse recentemente pelo Facebook: “Como assim discutir o sentido da vida? Não está claro que é sempre em frente?”

E é fato, que andando sempre em frente, num mundo redondo, chances existem de que aquilo que era real, continue lá quando você der a volta inteira.

Deixemos que a vã filosofia discuta os entremeios, mas que jamais nos dite a conclusão.

Moral da história: Estou feliz e tranquilo, apesar do marasmo momentâneo.

05 Agosto 2011

A Vida é Uma Eterna Anomalia


Nada é mais compromissado com a verdade e a profundidade dos sentimentos do que se permitir amar e ser amado de forma ocasional e descompromissada por alguém importante em sua vida, de forma carnal, canibalizante, por vezes perversa e controversa, deixando claro que amanhã é outro dia, que um dia poderia ser como este.

Pense bem. O contrário, explica.

Relações contínuas, monogâmicas, cheias de garantias são a porta para o oportunismo, a preguiça afetiva, a traição, a leseira apática do fechamento dos canais sexuais, o fim da perversão saudável.

Ver alguém que você gosta se afastar de você por temer se entregar numa madrugada fria qualquer por mero ímpeto sabendo que não poderia lhe prender no pé da mesa, poderia ser pior do que acabar um casamento.

Isto deve ser um bom modelo de relação saudável para o futuro, ao estilo Google. Podemos chamar de "Relacionamento de Nuvem" (Cloud Relashionships), assim como estão fazendo com os antigos programas de computador e arquivos.

Pra quê ter um grande desktop num quarto fechado se vc pode ter um IPad e guardar tudo em servidores públicos, acessar de qualquer lugar, usando qualquer conexão que se complete?

Então, você gosta de alguém, aperta o botão de LIKE, aproveita o momento e depois compartilha, manda o link para o mundo.

Bahh. Ainda sou meio ruim com a função compartilhar. Mas posso suportar esta dor com maior dignidade do que a reclusão, ou a obrigação de amar alguém todos os dias.

Amores são como sinal de Wi-Fi... Um dia podem estar com o sinal alto, outro dia estar fraquinho, e outros dias nem aparecer na sua antena.

Mas o mais importante é que vez por outra, sim, lá estão os 5 risquinhos verdes que poderiam te fazer casar num rompante em Vegas.

Ipode? Acho que pode quase tudo, se for com sinceridade. Até falar coisas duras que poderiam afastar quem você gostaria de cativar, só para jogar o egoísmo embora e ver outra pessoa se encontrar no mundo qualquer dia destes.

Não, isto não é poesia, caros Who Farteders, é um cabaveio se reinventando como sempre fez durante toda sua vida, e sempre o fará.

Um dia ainda compro dois cachorros, uma casa de três quartos, mando fazer uma piscina, um gramado e faço umas crianças remelentas pra puxar o rabo do gato.

Até lá, vivo eu e meu rato Lester, na tranquilidade dos justos. Amo meu rato.

13 Julho 2011

A Grande Trapaça do Dia Do Rock


E lá estava eu no Facebook discutindo com meu grande parceiro e grande conhecedor de Rock, DJ Elcy (A.K.A. Mojo Man), a respeito desta tal data de 13 de Julho, “comemorada” mundialmente e oficialmente como Dia do Rock, graças ao festival Live Aid, que em 1985 aconteceu simultaneamente entre Inglaterra e Estados Unidos.

A discussão amigável se deu por um texto publicado por DJ Elcy pondo a tal data em dúvida, pois este festival não teria tanta importância para o estilo, além do que um documentário lançado há alguns anos dava conta de um suposto desvio de verbas que haveria acontecido na Etiópia (e não pela organização do festival, que fique claro), e ainda a questão de que o organizador do Live Aid teria feito o evento mais preocupado com a divulgação da própria imagem.

Muita gente sabida é a favor deste posicionamento, e eu respeito.

Mas pra mim, sinceramente, pouco importa. Gosto que haja uma data de referência para que comemoremos a existência do estilo musical mais popular da cultura ocidental, que envolve toda uma cultura própria e dispõe de imensa influência perante a mídia e o comportamento de hoje em dia.

A data, que fique claro, não foi escolhida para promover Bob Geldof, seu organizador, nem foi pleiteada pelo mesmo.

É preciso entender que a escolha de uma data comemorativa de cunho mundial envolve alguma política, e órgãos internacionais caretões.

Ao definir uma data destas é preciso ter certeza de que esta teve um acontecimento de cunho politicamente correto, que seja uma bandeira que abarque os valores nobres das nações envolvidas, e se possível participação de instituições respeitáveis como sindicatos e ONGs, além de ser algum acontecimento não muito cabuloso ou controverso.

Neste caso, conforme dito anteriormente neste texto, o festival está isento de qualquer tipo de desvio de dinheiro por seus organizadores – totalmente limpo.

Ainda, a iniciativa estava indiretamente vinculada à organização não governamental Anistia Internacional.

E talvez o mais importante fato que definiu esta data seja o fato do festival ter ocorrido ao mesmo tempo na Inglaterra e Estados Unidos, dois países que disputam a tal paternidade do rock. Por mais que o termo tenha sido cunhado pela cultura americana, sim, a Inglaterra tem seus argumentos justos, que não caberiam a um texto curto de blog.

Isto é política, e é assim que gira o mundo.

Mesmo sabendo de tudo isto, é justa a discussão sobre a data escolhida.

Naturalmente, se considerarmos fatos históricos, existiriam datas mais importantes como o lançamento de Rock Around The Clock de Bill Halley, ou talvez algo relacionado ao festival de Woodstock.

Mas, se eu fosse considerar uma data diferente desta, provavelmente votaria no dia em que o rock mostrou abertamente sua verdadeira face, o dia 27 de Outubro, data de lançamento em 1977 do álbum Never Mind The Bollocks dos Sex Pistols.

Este álbum foi magistral em registrar que Rock é diversão, mítica e contravenção (e a isso não se aplica um “apenas”).

Me dói no peito quando vejo alguém tratar o rock como matéria respeitável, música boa. Não era isso que os verdadeiros roqueiros pregavam, a começar pela expressão que o define, Rock'n'Roll, uma gíria dos negros americanos para transar.

Os verdadeiros “rock'n'roll balls” eram festas animadinhas semelhantes a um baile funk carioca, ao som de muito Blues e Fox Trot.

Quando os Sex Pistols lançaram o citado álbum, o Rock mundial passava por uma soturna fase de lirismos e musicalidade apurada (que eu adoro, diga-se de passagem), e de músicos tratados como entidades quase divinas por seus fãs.

E eis que nesse cenário, chega uma banda imaginária, mítica, de semi-deuses do escracho, escolhidos numa apurada seleção pelo produtor Malcolm Mc Laren, ex-quase-agente dos New York Dolls.

A banda, criada inicialmente para promover a grife “SEX” da esposa de Malcolm (outra longa história que não caberia neste texto), nada mais era do que uma cria em estúdio da mesma forma que se faria depois com os Menudos e New Kids On The Block.

Tudo na banda era falso, desde o fato dos integrantes não serem músicos até os cabelos e roupas estudados e criados por estilistas.

Ok, tenho de citar... A esposa de Malcolm era uma tal de Vivienne Westwood, uma das mais influentes estilistas da cena underground londrina.

Mas vejam só, este tal álbum lançado por uma banda fajuta, sob a contraditória bandeira de renovação do rock de verdade, faça você mesmo e quebra de todos os valores musicais e éticos de uma era, se tornou a mais influente banda de rock de uma geração, responsável por um padrão de rock-pop que persiste até os dias de hoje nas rádios e sites de mp3.

Na época, o grande barato é que o produtor e a banda fizeram questão de deixar isto claro para o mundo, no álbum seguinte, The Great Rock'n'Roll Swindle, “A Grande Trapaça do Rock'nRoll” ou “Tiramos onda com suas caras, seus manés!”.

Sim, eles tiraram onda com a mídia, a crítica especializada, a indústria. Venderam gato por lebre e mostraram ao mundo como as coisas são feitas neste universo.

A história da banda ganhou alma graças à personalidade controversa de seu “baixista” Sid Vicious, cuja história caso você não conheça eu prefiro que tente alugar o DVD do filme Sid & Nancy, uma bela fantasia sobre isto tudo.

O Rock sempre foi uma grande trapaça, meus caros!

Quando o ritmo explodiu entre os negros, os brancos puseram o caipirão branquelo Bill Halley na TV, para salvar as famílias americanas da influência negra.

Quando Little Richard botava quente com sua androgenia e uma voz digna de qualquer banda de Metal dos anos 80, os americanos inventaram o tal rei do Rock, Elvis Presley, um adrógeno branquelo e loiro, que rebolava e pintava os cabelos de preto para tentar dar veracidade, alma latina, transgressão ao seu country rock comportado.

A Inglaterra, sempre uma das mais criativas indústrias de Marketing e Publicidade, se especializou em criar mitos com bandas que, assim como os Sex Pistols, eram planejadas desde a escolha de músicos que deveriam funcionar bem juntos visualmente, até o cuidado com gravações que duravam séculos até atingirem os resultados esperados, capas planejadas por designers top de linha, carreiras estudadas passo a passo como numa empresa.

Assim, vieram Beatles, Stones, Led Zeppelin, Black Sabath, Pink Floyd e tudo mais que ficou na história do rock.

Enquanto os americanos tinham de morrer de overdose para ficar na história, os ingleses faziam história com um marketing bem planejado que nos fazia sonhar.

É tudo espetáculo, mítica, diversão, expurgação, exorcismo!

É tudo festa e anarquia.

Então, independentemente do que parece ter acontecido na tal história do rock, e tudo mais, é incrivelmente importante ver o reconhecimento de toda esta algazarra pelos órgãos oficiais, e poder ter uma data marcada para contar estas histórias, como os antigos guerreiros contavam suas batalhas.

Pois de brincadeira em brincadeira, de algazarra em algazarra, mudou-se o mundo.

E graças a toda essa trapaça, o mundo tem menos preconceitos entre raças, classes sociais, direcionamentos sexuais, comportamentos.

E além do mais, é um bom motivo para se tomar cerveja e andar de Harley Davidson, não necessariamente nesta mesma ordem.

Pelo menos por enquanto, viva o dia 13 de Julho!

08 Julho 2011

Tempos Modernos


O tempo passa, o tempo vôa, e a Poupança Bamerindus... Nem existe mais.

Daí, meu velho amigo Innó me enviou essa e outras fotos da época em que eu estava chegando em terras recifenses, e achei por bem compartilhar com os amigos e amiguetes.

Sim, a vida é mesmo um eterno estica e puxa, caro whofarteder, e eu já tive minhas fases de andar arrumadinho, ou quase isso.

Mas não se engane. Esta foto, de 10 anos atrás, mostra um cara muito parecido com este de hoje, com a diferença de que eu ainda estava estrebuchando dentro do tal mercado de agenciamento de modelos pernambucano, e começando a partir para novos horizontes prestando consultoria em marketing de varejo para pequenas lojas e confecções da região.

Tudo isso parece muito sério, mas na verdade é tudo cabassafadisse do mesmo jeito que é tocar Blues.

Música pra mim, nesta época era uma mera lembrança da minha adolescência.

Havia apenas alguns dias antes desta foto, eu estava quase tão cabeludo e barbudo quanto hoje, mas aí, recém amancebado, minha bela esposa pegou a tesoura e consertou essa falha, cortando o cabelo e fazendo barba.

Claro... Algum tempo depois, olhou pra mim e disse: "Sei não mais o que sinto por você... Você não é mais o mesmo..." - disse Dalila a Sansão da Tarde

Brincadeiras à parte... Cacildis... Baralho... E num é mesmo que depois disto eu engordei um bocado?

Esta foto foi tirada num shopping onde eu tinha montado uma agência de modelos (uma franquia mezzoboca da Taxi Models de Sampa, com uma passarela, um estúdio improvisado e um microstand da antiga Directv), e minha loja ficava bem ao lado da Praça de Alimentação.

Pois então... Tinha que estar lá bem antes das 10 da matina e café da manhã pra mim era dois enganadões de queijo com presuntada de praça de alimentação em embalagem colorida de shopping e um litro de Coca em copinho fechado com canudinho. Hmmmm... Coisa boa.

Depois emagreci de novo, e agora engordei outro bocado.

Mas releve. Afinal, cheguei aos 40, né mesmo?

Espere mais uns meses e estarei assim de novo - marmagrim.

Ora, sibito.

Mas a memória é boa.

La Vida Loca



Talvez você também tenha pego na Sessão Corujão da Rede Grobo de Telebizonhos por estes dias, um filme chamado Tudo Por Dinheiro (Two For The Money), com Al Pacino.

Filminho interessante, adequado à madrugada. Melhor que dormir. Do tipo que se não é uma obra digna de 7 Oscars, pois não tem cena de gritos na chuva nem atores em papéis excêntricos, pelo menos traz uma discussão instigante sobre o tema jogo (gambling).

Gosto de opiniões controversas sobre temas tabu, daquele tipo que a sociedade gosta de isolar no quarto dos fundos, como se fosse aquela tia louca a quem todos querem esconder e até mesmo citar seu nome seria agressivo à família.

Tipo... Joguem os pedófilos na forca, os drogados na cadeia e salvem as baleias e os ciclistas.

E falando de vício por jogo, um dos antipanteões da família católica, o cabinha do filme fala: “Você não joga porque acha que vai ganhar. Você joga pra perder, e assim se sentir vivo, pois gosta da sensação de estar no fundo do poço.”

Isto, claro, é mera psicologia.

Mas uma coisa é você ler um livro de teorias e outra é se deparar com essa realidade em um filme comercial, que de alguma forma te faz buscar situações semelhantes na sua vida.

Ainda me lembro de forma peculiar de quando eu era moleque e tive de deixar um daqueles apartamentões em bairo nobre com minha família arrancando os cabelos para morar num pequeno apartamento, devido a uma ordem de despejo gerada por um negócio que deu errado e tinha o tal imóvel como garantia.

Também, ainda guardo boas memórias da primeira vez que me vi levando corno de mulher.

Em ambos os casos, tudo deu certo no final.

Mas também em ambos os casos, apesar da situação extremamente negativa, a primeira sensação que tenho na memória não foi exatamente ruim, após concretizadas as primeiras consequências.

Estas e outras situações ruins que eu, como todo mundo que conheço, um dia tive de enfrentar na minha vida comum, me fizeram sentir vivo. Eu quase tinha orgulho de dizer que havia passado por tais experiências.

Há um certo feeling de liberdade em se perder algo que te toma grande parte de suas preocupações diárias. É como arrancar um dente que dói – e esta experiência, eu ainda não tive, mas posso imaginar.

O ser humano tem, por instinto, a necessidade de enfrentar desafios, resolver problemas, como quem estivesse numa selva a caçar um preá, ou um macaco, para sanar a fome daquele dia, e é fato notório que estar em uma posição confortável vai contra este instinto, trazendo um certo desconforto, uma vontade de dar um murro na parede, o tal do stress.

A sociedade (eita) ocidental é contraditória, pois o grande desafio do ser humano moderno é buscar a estabilidade financeira e emocional. O cara se estressa porque não está conseguindo, e quando consegue se estressa porque se sente preso às obrigações de manutenção.

Ralar para comprar um carro importado pode ser bastante desafiador para alguns, mas, se depois de conseguir esta façanha seu foco se voltar para a manutenção deste carro, o cara entra em crise. Pra se sentir vivo é preciso querer comprar o segundo, e o terceiro.

Por isto, nada deixa o homem animal mais acuado do que ter um bom casamento, um bom emprego, um apartamento para pagar o condomínio todo mês. É um eterno jogo de manutenção, em guerra com o instinto de conquista.

Quando tudo dá certo na vida, quando as coisas vêm fáceis, tudo perde o brilho.

Perder tudo, em contrapartida, abre os horizontes, pois deixa claro que você está exposto à derrota assim como qualquer um. Uma derrota legitima uma vitória, pois só faz sentido ganhar, se ganhar for um desafio.

Não ter nada significa que tudo é possível.

Ter algo significa repetir ações constantes para continuar a ter apenas o que já se tem. É trabalhar sem receber.

E é uma verdade incontestável que só se pode ganhar algo e se sentir vivo se você estiver disposto a perder aquilo que deseja e souber que perder é uma possibilidade real.

Quem não está disposto a perder, a jogar, vive cultivando sonhos não realizados, pois perder não significa apenas perder o objeto de desejo, mas o próprio sonho.

Todos precisamos de um adversário.

Na maioria das vezes, o adversário é o simples destino, o caminho natural do trem se você não criar os desvios.

A vida é um instigante jogo de azar. E é um vício por si só.

10 Junho 2011

Rompantes Guitarrísticos de um Blueseiro



Acabo de comprar um velho amplificador todo valvulado para guitarra, de 50w.

Quem sabe do que estou falando, deve ter entendido logo a situação: é pau!

Engraçado dizer isto, pois pouca gente hoje em dia sabe que toco guitarra, bateria e synths, e que apesar de meus 11 anos sem por a mão na massa, ando voltando a me engraçar destes apetrechos musicais interessantes.

Ainda em São Paulo, pouco antes de me mudar para a terra do sol poente, costumava trabalhar agenciando minhas modeletes com um amplificador Marshall de 100w e uma guitarra Washburn escondidos embaixo da mesa, que pegavam fogo depois que o expediente acabava.

Gosto muito da forma que toco Blues com jeitão vintage, meio roots, meio fingindo que toco mal. Devo ser um dos poucos guitarristas de Blues que aprendeu a tocar ouvindo caras como John Lee Hooker e fogem da adoração a Steve Ray Vaughan, Clapton e Hendrix.

E que fique bem claro que sempre engoli (escutei até furar) os vinis de Clapton, Hendix e Vaughan quando era moleque. Mas pra tocar, eu nunca quis ser assim tão bom quanto eles. Minha viagem sempre foi aquela coisa do neguim solitário com uma guitarra velha nas mãos pegando carona nos caminhões da roça e tocando nos puteiros, contando histórias de grandes feitos com a mulheres, cachaça e brigas de bar.

Mas não se empolgue. Isto não significa que agora me tornarei um guitar hero das noites recifenses fazendo estrepolias pelos bares locais.

Como acabei de dizer, fazem 11 anos que não dava real atenção à pobre da guitarra, e desde então tenho meus rompantes de volta ao batente que nunca duram mais que 1 ou 2 meses, nunca suficientes para acordar o leão adormecido.

É fato que no momento minhas mãos e dedos não respondem aos meus comandos, e provavelmente terei de insistir alguns meses mais entre 4 paredes antes de poder empunhar os primeiros acordes primários num palco.

Mas o fato de eu estar há mais de 3 meses tendo vontade de tocar guitarra pelo menos alguns minutos por dia é animador - é, caro músico, estudar por horas num mesmo dia é algo ainda distante pra mim, relaxe.

Minha guitarra é uma fuleirex de R$200, mas resolvi partir para ignorância e começar com um bom amplificador. Afinal, os grandes mestres como Bo Diddley e T-Bone Walker tocavam em guitarras sem preço... Piores que a minha.

Prometo que mês que vem, ou o outro, se eu me comportar direitinho darei mais um presente a mim mesmo e arrematarei uma Fender Strato americana de responsa.

Estou contente. Gosto destes rompantes desafiadores. Agora, é reformar o amplificador, trocar válvulas, por um falante de gente grande e pronto.

Meus vizinhos irão se arrepender se puserem o hit "Vou Não Posso Não" pra tocar na minha janela em alto volume mais uma vez.

Vá tirando onda pra ver.....

Cabassafado Virado dos Ovos


E mais uma vez me deparo com alguém que se baseia na mera observação passageira para dizer que sou arrogante, esnobe, blasé.

E é, é?

Confesso, babies. O problema é minha falta de paciência com as pessoas. Sou chato mesmo. Mas sou legal.

Não por me achar melhor ou maior, mas por que sou meio autista mesmo. Meio doido. Falta-me capacidade de me conectar com pessoas normais. Gosto imensamente do silêncio da solidão e daquele sentimento meio melancólico de ir ao cinema sem ninguém pra roubar minha pipoca ou pra dizer que o filme é chato - ou pior, querer conversar durante a trama.

Incomoda-me profundamente tentar manter uma conversa num ambiente barulhento. Aliás, porque mesmo alguém vai querer discutir o destino do governo de Dilma durante um show de rock ou uma rave?

Também, é fato que muita gente deve se sentir ameaçada quando ao me perguntarem numa conversa de bar se prefiro Skol ou Schin, eu respondo Muller, Stella, Heineken.

Mas não, definitivamente não se trata de esnobar, são meus gostos peculiares, adquiridos ano a ano, na conversa com amigos, nas descobertas e experiências. Gosto de botecos baratos e restaurantes italianos caros. Gosto de Havaianas, bermudas, camisetas de rock e adoro ternos Hugo Boss. Sou fã do Roberto, gosto de punk rock, adoro música classica autêntica, jazz cantado, e me encanto com Riachão, Luiz Gonzaga, Novos Baianos - e claro, gosto pra cacete de cantar Blues e fingir que toco guitarra.

Nada é uma questão de valor social.

Adoro conversar com meninas que se encantam comigo, principalmente se me encanto por elas. Mas não consigo ter paciência pra conversa de maluco beleza.

Não consigo reconhecer pessoalmente pessoas com quem converso no Facebook e Orkut. É preciso me dar um sinal de quem seja.

O mesmo se aplica a pessoas que mudam o corte cabelo, engordam mais de 50 quilos, ou encontro fora de seu contexto natural, tais como atendentes uniformizados que me encontram sem uniforme ou professoras de yoga que aparecem vestidas para matar numa rave misteriosa.

Mas ser indelicado? Jamais.

Tenha coragem de encarar minhas feições por vezes tensas pela timidez incalculada ou marcadas por tantas decepções que o tempo naturalmente traria a qualquer um, e encontrará um sorriso aberto e franco de alguém que deseja sempre o melhor, venha de onde vier e cultiva um certo mal-humor sarcástico viciante.

Às vezes não estou inspirado para conversar, mas gosto de estar ali.

Conviver comigo é uma montanha russa num ambiente sem gravidade, e os poucos eleitos que atravessam a bolha sabem do prazer que tenho com suas presenças e assuntos, do carinho com que sempre estou cuidando sutilmente para que tudo dê sempre certo.

Agora, não posso evitar o fato de ser lindão de mais da conta e irresistível para modelos famosas que teimam em tentar me agarrar - sim, eu sou o foda.

Quer saber? Macho Alfa é pouco. Eu sou é o Cabassafado Alfanumérico das Estepes.

E tenho dito!

I'm drinking TNT and smoking dynamite!

Tá. Deixaquieto. É sono,ouvido tampado (ainda), e ovo virado.

09 Junho 2011

Hellafucking Usual


Eu, assim como outros milhões de pessoas em idade sexualmente ativa nos tempos de todo mundo é de todo mundo, estou sempre no final de algum relacionamento.

Claro, relacionamentos que duram uma semana, e se completam com uma semana ou mais de pequenas baixarias no que todas as relações de ordem sexual entre duas pessoas acabam por terminar - falo desta forma, respeitando a grande gama de possibilidades a que a sociedade está aberta hoje em dia, e cada um que cuide bem do seu você sabe o que.

Quando a outra parte em questão é uma mulher (e disso, posso dizer que entendo, graças a meus quarenta anos dos quais grande parte trabalhando com a mulherada) a coisa sempre acaba numa técnica utilizada largamente por elas, chamada "bomba de isolamento social".

A B.I.S. atende às necessidades imediatas de defesa das moçoilas contra o seu maior medo neste momento de final de relação: ver o ex-qualquercoisete pegando alguma de suas amiguetes parceiras de baladas.

Sim, caros leitores... Se você, sendo homem, reclamar que uma ex-moçoila sua andou ficando com seus amigos, elas dirão que você é infantil e inseguro, mas se a situação se inverter e você acabar pegando uma daquelas amigas gostosinhas dela, surgirá um animal belzebuzado de rabo pontudo capaz de furar seus pneus e fazer telefonemas noturnos com frases rápidas de alto impacto.

Mas, geralmente, graças à B.I.S. esta é uma situação que se torna largamente evitável, salvo se sua ex-peguerete tiver uma bela amiga querendo se vingar dela, e aí sim, você não precisa nem fazer muita força.

Mas vamos deixar de lero-lero e explicar mais sobre a tal "bomba de isolamento social", pois afinal isto é informação de interesse público.

Sempre que uma moçoila entra em fase de final de relacionamento com um homem, ela toma o cuidado de fazer uma lista das suas piores trepadas, suas indiossincrasias, seus piores atos anti-heróicos, e os divulga com alguma dramatização e algum incremento entre suas amigas mais interessantes.

A ideia naturalmente, é blindar o novo solteiro do pedaço.

Então, se você parecia o homem dos sonhos para aquele grupo de garotas interessantes enquanto estava pegando aquela gata, ao final do processo B.I.S você se parecerá com um cara sem-noção, meio brocha e provavelmente veado, visto que perdeu o interesse por ela, a última bolacha do pacote mais caro da bodega.

Naturalmente, após algumas semanas, sua ex-agarrete estará de volta à sua cama, como grande amiga de transadas ocasionais e absolutamente compreensiva com os ratos e baratas de sua residência, enquanto todo aquele grupo que estava em volta dela, começa a te olhar meio desconfiado e meio com peninha de sua pobre pessoa.

A solução ao estilo vicking é sair fazendo a rapa entre estas amigas da sua ex-numtemtuvaitumesmo e deixar que cada uma delas tire suas próprias conclusões a contragosto de sua atual amiga.

Mas pra quem não é Thor, o melhor é deixar pra lá e se resignar, pois infelizmente mesmo as meninas mais bem dotadas intelectualmente acabam por demonstrar esta pequena falta de, digamos, tato num momento de "rejeição".

Talvez, a maior diferença entre meninas e meninos desde a escolinha é que homens são treinados para suportar a rejeição das garotinhas e partir pra outra. Mulheres são treinadas para achar que qualquer homem deve se apaixonar por elas se elas se mostrarem interessadas.

Eu não vejo muitos homens dizendo que as mulheres que lhe rejeitaram são sapatinhas ou têm a perereca mal-lavada, salvo quando isto condiz com a verdade.

Mas sim, caras moçoilas e moços leitores deste veículo de crônicas sociais da nova geração, já fui muito vítima deste tal de B.I.S. e dou um grande conselho para os nobres colegas que já passaram por este tipo de bullyng: vão tomar cerveja gelada e ouvir um CD do AC-DC no talo, pois o que se ouve de você por aí, você já ouviu bem pior dos outros pela boca de uma linda mulher, e afinal o mundo é uma grande cidade de interior.

Quanto a mim, lindas meninas, jamais fiquem se perguntando ou inventando razões imaginárias pelas quais eu tenha me desinteressado ou porque nem quis te levar. Eu me desinteresso rapidamente de qualquer coisa. Dizem que é síndrome de brinquedo novo, ou algo assim. Que seja. Não é nada com ninguém. É o mundo, é o mundo...

Como mesmo viver sem elas e seus carinhos? (eita, que final romântico)

05 Junho 2011

Monroe Knows It All


Confesso que sou fã do cachorro "Pipoca" do reclame da Pedigree.

Aliás, não era isso que eu ia falar... Peraí.

Existem momentos em que eu penso bastante, tenho muitas ideias a respeito da capabilidade de resistência das supercordas (vá para o Google) ou a energia que poderia ser criada se conseguíssemos amarrar uma linha de pensamento em um dínamo gigante, mas ao final, paro, repenso e não pareço ter vontade de compartilhar as minhas maiores conclusões.

Não há muita coisa que eu me perceba pensar sem um pouco de direcionamento intencional.

E quantas pessoas, na verdade, vivem num mundo que eles gostariam que existisse, mas não existe?

Se eu fosse traduzir o atual momento em uma mulher, provavelmente seria Marilyn Monroe.

Ou, para os fracos de imaginação, eu talvez esteja dizendo que as coisas não são bem aquilo que parecem ser, mesmo que a beleza do momento chame sua atenção.

Eu não deveria ter saudades de tantas coisas e pessoas. Eu não aprendi a deixar passar o mundo.

Sinto falta da cobertura do edifício em São Paulo e seu deck com piscina banheira, de pirulitos de coração, passeios nas cachoeiras do mato fechado, da canção Nothing Compares 2 U, das conversas etéreas, do Jack (o que hit the road), do número 44, isso para não citar outro zilhão de coisas sem sentido para qualquer um, salvo para mim mesmo.

Estou um pouco sem senso de humor. E surdo. Surdo mesmo... Ouvido entupido há dias.

Deve ser o tanto de merda que passa pelo meu ouvido médio todo dia... (tem soda cáustica aí?)

Juro pra você. Minha vida daria um blog.

Relaxe, contarei mais e mais. Mas não agora.

23 Maio 2011

Um Pulinho Até Ali



Uma tarde ensolarada perdida como mais um dia sem nada que o pusesse em destaque na semana, quando acordei meio zonzo ao lado de uma bela menina de cabelos negros tingidos e corte modernoso, smelling good as angels should, maquiagem nos olhos, e um jeito melindroso viciante.

Estava numa casa grande, uma suíte com uma larga janela com vista para um jardim cheio de árvores, e uma brisa interessante entrando pelo quarto.

Sento na cama, dou uma pausa pra tentar me situar, olho para ela e digo:

“Preciso te falar uma coisa importante... Sério, presta atenção.”

Ela me olhou com cara de quem já esperava que eu puxasse uma conversa assim, e respondeu:

“Ah não... Até já sei o que você quer dizer... Não começa a complicar as coisas.”

Fiquei meio constrangido, porque vi que a moçoila esperava que eu fosse entrar numa D.R. ou algo assim. Mas não, definitivamente este não era o assunto desta conversa.

“Não fica chateada não, babe, mas não é bem isso que você está pensando.”

O problema é que eu estava ali e tinha certeza de que tinha uma relação qualquer com ela, sabia quem era, percebia os laços, mas tinha de explicar a real:

“ Eu simplesmente não me lembro como foi que eu cheguei até aqui. Não me lembro como te conheci e apesar de saber que te conheço, nem seu nome eu sei. Tudo antes de agora está apagado.”

E não era amnésia alcoólica não.

Eu tinha sinistramente viajado para o futuro dentro de meu próprio destino, ao estilo Efeito Borboleta, o filme tosco.

Mas, como explicar isto a alguém sóbrio?

Eu sabia que estava num sonho, mas não parecia ser. Era tudo concreto e numa linha de tempo absolutamente linear.

Não houve diferença na realidade depois que acordei, alguns minutos depois.

Este é o Who Farted, e portanto, deixo que os Whofarteders tentem descobrir o que é verdade e o que fantasia nesta história maluca.

Aliás, é bom esclarecer que é melhor nem eu mesmo tentar separar isto.

Black Water, black water.

Mas o sol está lá fora.

19 Maio 2011

Crônicas de Mais Uma Noite


“Ela achou meu cabelo engraçado”. Tá tudo certo, isto é até legal.

Mas que cabelo mesmo? Êta...

Bora falar de mulher.

Na noite, é comum encontrarmos aquelas meninas incríveis que misteriosamente resolvem nos provocar, como quem diz “pega-me se for capaz, fio!”.

São sereias da cerveja e da vodka, geralmente doces visões da encrenca grossa.

Elas aparecem em ondas como o mar, cada uma a sua época, deixando os protagonistas das situações louquinhos, louquinhos.

Sim, você entendeu certinho, meu camarada. É o que o cara poderia chamar de gruppie depois que fica famoso com algum hit ao estilo Festa no Apê.

Elas podem jogar seus olhares sedutores a vários trabalhadores do palco ao mesmo tempo, criando uma competição leal entre os interessados.

Já vi de perto alguns namoros sérios começarem assim, e veja que contradição danada.

Algumas destas belas criaturas da noite são simplesmente fêmeas de alguma espécie bovina não muito rara, outras não querem nada com absolutamente nada, e outras querem elevar sua auto-estima, num egoísmo relacional incrível.

Mas de vez em quando, sim, meus caros leitores, aparece uma daquelas figuras míticas que te fazem guardar pífias esperanças de que naquele olhar meio amortecido haja verdade apenas em sua direção, ou no máximo pra mais um ou dois.

Não me interprete mal, babes. Ainda não sou quem se encantou pela princesa da torre do castelo mal-assombrado, ainda que facilmente poderia, não fosse minha carteirinha de tiozão da Harley.

Ah, se poderia.

Mas aqui, faço uma observação genérica baseada num déjà vu.

Existem meninas que são o trigo no meio do joio, cuja riqueza de personalidade é tão adorável e admirável, que você realmente gostaria que ela não estivesse ali pra mais ninguém na roda dos encantados.

Estas estão longe da categorização de "gruppie". Geralmente, estão ali por acaso de um momento da vida, um final de namoro, ou por causas nobres como boa música, boa conversa e diversão.

O mundo da música merece. Que sempre apareçam por aí.

Ora, então não me venha dizer que estou sendo dramático, dona maria.

Quem não me conhece que me compre baratinho.

Mas, falando um pouco sério, confio na minha doutrina cabalista.

Até lá, deixe-me ouvir o choro dos que caem.

Como diria o Bin Láden na canção em parceria com Chororão, “Se não é o que vai fazer você feliz, bomba neles!”

E que este post seja apenas um comentário absolutamente en passant sobre um flash de memória que me veio de susto e faz jus ao velho WhoFa.

O Falcão já dizia: "É preciso muito equilíbrio emocional".

Ô lá em casa.